ONDE ESTÃO OS TRABALHADORES DO CONHECIMENTO (Knowledge Workers)?

Você já pensou como estão as prováveis tecnologias inovadoras? Conclui a leitura do livro ORGANIZAÇÕES EXPONENCIAIS: por que elas são 10 vezes melhores, mais rápidas e mais baratas que a sua (e o que fazer a respeito), de Salim Ismail, Michael S. Malone e Yuri Van Geest – Singularity University. Editora HSM, 2015. Fiquei lendo o livro e pensando como fazer links e possibilidades com as micros e pequenas empresas e seus colaboradores.

Trabalho desde 1984 com micros e pequenas empresas, seja como funcionário e gerente de banco oficial de fomento, seja como contabilista ou empreendedor, seja como professor universitário.

As mudanças que presencio, desde as máquinas de ESCREVER manuais e FACIT para fazer operações matemáticas manualmente, leva-me a acreditar que nos últimos 30 anos vivenciamos uma das maiores revoluções tecnológicas de todos os tempos.

O trabalho evoluiu de tripálio para trabalho intelectualizado, transformando as empresas tradicionais em organizações exponenciais. Existe uma onda de disrupção.  Sinônimo de “inovador, moderno, radical”. Como diz Peter Thiel, fundador do PayPal, “disrupção se metamorfoseou em um jargão autocongratulatório para qualquer coisa que se faz passar por nova e moderna”.

Meus colegas professores da Universidade Federal do Ceará (UFC) no Campus em Quixadá (CE) são especialistas estudiosos nas tecnologias da informação e comunicação e eu aprendo com eles em nível de usuário. Vou enumerar algumas tecnologias inovadoras para aprendermos juntos sobre elas:

Sensores e a internet das coisas (Internet of Things)

Provavelmente você já ouviu por aí esse termo, internet das coisas, e pode achar que só diz respeito a smartphones e computadores pessoais, mas está enganado. Onde você anda precisa de internet das coisas ou IoT, quando for comprar uma passagem de ônibus, trem ou avião, quando for sacar dinheiro em qualquer banco, quando for fazer uma compra em supermercados ou mercadinhos, quando for estudar, escutar músicas ou podcasts. A ideia de IoT é tornar as coisas mais inteligentes e conectadas. Especialistas dizem que se é possível ligar e desligar algo, então, ele pode ser conectado e fazer parte do universo IoT.

Há estudos que dizem existir em 2020 mais de 5,6 bilhões de smartphones no mundo e mais de 4 bilhões de pessoas conectadas. E o que tem isso com trabalhadores? Tem tudo por que a maioria das atividades desempenhadas na atualidade possui algum dispositivo tecnológico agregado. Os trabalhadores de uma forma ou de outra estão conectados com alguma tecnologia inovadora, seja um pedreiro ou carpinteiro com pouca educação letrada, mas que tem um whatsapp, ou um motorista de caminhão e mecânico dirigindo caminhões que tem placas e sensores e os mecânicos consertam defeitos à distância.

Inteligência artificial (IA), ciência e análise de dados (analytics)

Uso ubíquo (que está ou existe ao mesmo tempo em toda parte; onipresente.) de algoritmos de Aprendizado de Máquina (Machine Learning) e Aprendizado profundo (A aprendizagem profunda, do inglês Deep Learning (também conhecida como aprendizado estruturado profundo, aprendizado hierárquico ou aprendizado de máquina profundo) é um ramo de aprendizado de máquina (Machine Learning) baseado em um conjunto de algoritmos que tentam modelar abstrações de alto nível de dados usando um grafo profundo com várias camadas de processamento, compostas de várias transformações lineares e não lineares para processar grandes lotes de informações.[1])

A ciência nesse aspecto está utilizando cada vez mais algoritmos, a fim de que os negócios e os trabalhadores sejam impactados positivamente e se relacionem mais com análises e decisões superiores, a fim de alavancar novos padrões e estratégias organizacionais.

A ciência de dados tem se transformado numa profissão para muitos estudiosos de tecnologias inovadoras, que movimenta o mercado do conhecimento em diversas médias e grandes corporações.

Realidade virtual/aumentada

Um dos principais campos de aplicação da Realidade Aumentada é a publicidade, propondo que o consumidor interaja com o produto e o perceba de maneira mais próxima. Esta tecnologia apresenta grandes possibilidades e pode mudar o futuro em muitos aspectos da vida. Já existem projetos muito avançados relacionados às novas formas de ver televisão, como também na decoração, engenharia ou medicina.

Exemplos de aplicação da Realidade Aumentada: a popularização da tecnologia se deu com a chegada do Pokémon Go, jogo que permite que você veja, fotografe e capture as famosas criaturinhas do desenho em vários lugares pela cidade. O Nintendo 3DS também oferece jogos com esse conceito, colocando, por exemplo, alvos na sala da sua casa para você destruir. Outro exemplo da realidade aumentada são os filtros do Facebook e do Instagram Stories, que sobrepõem animações à visualização original da câmera do celular. Uma possibilidade que vem sendo estudada é equipar os carros com essa tecnologia, para que seja possível projetar informações de trânsito diretamente no para-brisas.[2]

Interessante sabermos a diferença entre realidade aumentada e realidade virtual. A realidade aumentada usa os dispositivos para adicionar conteúdo digital ao mundo real. Ao contrário da realidade virtual, você não precisa de headsets, óculos nem outros equipamentos adicionais. Basta usar a câmera do dispositivo e um app de Realidade Aumentada. No curso de inglês Hugle Education utilizamos para estudos um óculus tipo Rift de realidade virtual, para fazermos exercícios num ambiente virtual.

Conhecimento perfeito e Mundos virtuais

Segundo os autores do livro Organizações Exponenciais citado acima, com a internet de (todas as) coisas, sensores, sistemas de satélites em órbita terrestre baixa e sensores ilimitados, os usuários serão capazes de saber tudo que quiserem, em qualquer lugar e a qualquer momento. Esta parafernália de tecnologia precisa estar ao alcance dos trabalhadores do conhecimento, para que as empresas tenham profissionais habilitados a usarem da melhor forma essas tecnologias.

Um mundo virtual[3] é um ambiente imersivo simulado através de recursos computacionais, destinado a ser habitado e permitir a interação dos seus usuários através de avatares (representações personificadas do usuário dentro do ambiente digital). Possuem o conceito de persistência, isto é, o estado de seus objetos se preserva independente da presença do usuário. Dentro do modelo Reality-Virtual Continuum, de Paul Milgran, o mundo virtual tende a estar mais próximo do extremo virtual reality, embora, conceitualmente, possa também existir em níveis distintos de virtualidade.

Estas são algumas habilidades e aprendizados que os trabalhadores do conhecimento precisam ter e desenvolver para poderem conseguir colocação laboral em pequenas, médias e grandes corporações empresariais.

Nunca esqueça de que o aprender a aprender continua, cada vez mais, sendo um pré-requisito essencial à sobrevivência profissional em todas as profissões e carreiras. Acabou essa de me formei em curso tal e agora vou só ganhar dinheiro, trabalhar e curtir. Os estudos vão te perseguir até teus últimos dias.

Bons estudos!!!

[1] https://pt.wikipedia.org/wiki/Aprendizagem_profunda acessado em 02.05.2021.

[2] https://canaltech.com.br/rv-ra/realidade-virtual-e-aumentada-diferencas-possibilidades-e-aplicacoes-141243/ acessado em 02.05.2021

[3] https://pt.wikipedia.org/wiki/Mundo_virtual acessado em 02.05.2021

João Lavor

João Lavor

Contador Prof. Dr. João F. de Lavor – Life Coach, Doutor em Educação, Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Contador e Pedagogo.

Website: http://www.joaolavor.com.br

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