Gestão Financeira

A administração financeira nas empresas, principalmente micros e pequenas é de fundamental importância para a perenidade e sustentabilidade desses negócios. Esses pequenos empreendimentos são de origem familiar e, no início das atividades, são confundidos e misturados pagamentos e recebimentos da pessoa jurídica com os recursos dos proprietários e vice-versa.

Caro empreendedor, comece seu próprio negócio devidamente organizado. O ideal é que para se iniciar qualquer firma, seja ela de qualquer porte, o plano de negócios é um divisor de águas, para se administrar bem e se profissionalizar a atividade empresarial. Neste sentido, faz-se mister o planejamento e a dedicação da área financeira.

Cuidado com os investimentos fixos, pois por serem gastos que servirão para vários exercícios financeiros ou contábeis, não devem ser realizados com recursos de curto prazo. Entenda-se como de curto prazo aqueles investimentos oriundos de empréstimos ou capital próprio com vencimento até 365 dias após o término do exercício financeiro vigente. Não imobilize o dinheiro do provável capital de giro. Nós fazemos uma analogia dos recursos do capital de giro com o sangue no ser humano. Quando você retira o sangue de uma pessoa, provavelmente essa pessoa poderá ir até a óbito. Numa empresa é a mesma coisa, quando os proprietários desviam recursos para despesas ou investimentos particulares ou compra imóveis ou outros ativos de duração no longo prazo, a empresa vai ter dificuldades financeiras.

Após os investimentos iniciais, a gestão financeira poderá auxiliar os empresários donos do negócio a respeito do capital de giro. Este, como mencionamos acima, carece de cuidado e de muito planejamento, a fim de deixar a empresa em situação de equilíbrio. As vendas de bens ou serviços vão ajudar na manutenção de um capital estável, pois deve-se avaliar a questão das vendas à vista e a prazo e a entrada de recursos no DISPONIVEL da empresa. Calcule o caixa mínimo para manter a adimplência do empreendimento.

Os cálculos de faturamento previsto e de custo unitário dos bens ou serviços servirão para balizar a estabilidade financeira. A previsão de receitas faz parte desse contexto. Custos fixos e custos variáveis devem ser dimensionados para adequar a relação despesas + custos x receitas. O custo da mão de obra nas empresas de serviços é um custo estratégico, tendo em vista a importância das pessoas nas empresas prestadoras de serviços, onde o capital intelectual é fundamental nesse processo.

Resumindo os custos + as despesas – as receitas = resultado da atividade empresarial. Esse controle precisa ser fiel, para que o empreendimento tenha estabilidade e seja adequada à realidade do negócio. O gestor financeiro precisa ser congruente com as entradas e saídas de recursos, com o faturamento da empresa, com os custos e com as pessoas que são ativo essencial ao sucesso empresarial.

Pensem nisso!

Contador Prof. Dr. João F. de Lavor

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