Empresas excelentes EM VEZ de grandes

Este é um tema muito interessante, que li no livro Small Giants: Companies That Choose to Be Great Instead of Big, de Bo Burlingham, e me fez pensar nos planejamentos estratégicos das empresas. Pensei naquela STARTUP que nasce com uma ideia de algum sonhador, depois passa pelo projeto de testar se a ideia pode ser uma oportunidade de negócios, em seguida, se for produto é feito a prototipagem, se for serviço de software, por exemplo, vai para fazer teste de uso nalguma companhia de pequeno ou médio porte, para se projetar o Canvas da Proposta de valor. Consolidada a Proposta de Valor será feito o Quadro Modelo de Negócios, para concluir com a feitura do Plano de Negócios.

Como empreendedor que sempre fui, mesmo sem saber, muitas vezes, sem ter essa consciência impactante de mudar o mundo, de me modificar fazendo uma introspecção e um autoconhecimento, de servir e dar antes de receber, de ensinar as pessoas aquilo que você sabe e aprender mais com os aprendizes do que o que ensina, enfim, mas meus sonhos transformado em ideias sempre foram de criar grandes empresas, de divagar como CEO numa megacorporação.  Em nível de Brasil, já pensou ser sócio majoritário e Presidente de uma Gerdau, Grupo Pão de açúcar, Ambev, Banco Itaú e outras grandes de vários setores da economia? O bilionário brasileiro Paulo Leman deve ter essa experiência. Mas a grande questão aqui é: o que transforma uma grande empresa em excelente? E o inverso é verdadeiro?

Estou viajando neste momento do Rio de Janeiro para Fortaleza, por uma grande companhia aérea que não é excelente. Chegamos, eu e mais três pessoas de um evento e por infelicidade de três dentre os quatro, um tinha feito check in, tivemos que pagar cerca de 4 vezes o valor da passagem comprada por conta de 9 minutos de atraso, isto porque não tinha ninguém no atendimento com alçada de impedir uma injustiça e um desserviço à clientes que poderiam dar mais lucros a essa grande empresa, se por acaso não tivessem sido tratados como objetos de lucros imediatos.

Vemos empresas de grande porte, em todos os ramos de atividades crescerem desordenadamente, gastarem milhões em propaganda e publicidade, ao invés de estar perto dos seus clientes em suas necessidades mais prementes, sem querer explorar seus consumidores, colocando pessoas que não tem autonomia nenhuma num atendimento ou num guichê de aeroporto. Detalhe, na sala de embarques a fila de passageiros ainda estava embarcando. Depois em casos contrários, as companhias de aviação atrasam seus voos duas, três ou mais horas e os passageiros às vezes não são nem comunicados. Não existe penalidade nenhuma. Podemos dizer que alguma Big Companhia dessas sabe o significado de Excelência?

Estamos cada dia rumando para uma maior conscientização dos consumidores ou clientes, para não aceitarem absurdos como esse. Na mesma linha de pensamento, esperamos que os empresários, administradores e diretorias das companhias atentem para essa mudança de mentalidade ou de Mindset. Os clientes estão mudando e com exigências justas e plausíveis, as empresas que não acompanharem essas mudanças tendem a desmoronar, independentemente de seu tamanho. Não devemos trabalhar com objetivo do LUCRO pelo LUCRO, mas pleiteando servir à sociedade e o LUCRO será uma consequência.

João Lavor

Contador Prof. Dr. João F. de Lavor – Life Coach, Doutor em Educação, Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Contador e Pedagogo.

Website: http://www.joaolavor.com.br

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